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terça-feira, 27 de julho de 2010

Rir ou refletir?


Sub Y

Mulher discreta, tímida, casada há 19 anos, 3 filhos, 40 anos, profissional bem sucedida, Gerente Comercial de uma grande empresa, situação financeira confortável e bem definida, porém no último ano, a vida conjugal e sexual descambou de vez. Não procura e não é procurada pelo marido. Brigas constantes, desentendimentos, relação esfriando visivelmente. Há 3 anos descobriu o BDSM, e se descobriu submissa. Durante esse período teve muito tempo para pesquisar e conhecer pessoas. Duas relações reais com DOM´s da mesma cidade com entregas plenas e totais. Y dava nó em pingos d'água para servir seus Donos sem deixar rastros que a denunciassem à sua vida famliar, profissional e social.


DOM Z

Casado, 44 anos, pai de família, profissional de sucesso, palestrante e empreendedor. Atuante no BDSM há 8 anos quando descobriu seu lado sádico e dominador. Da mesma forma que Y, sua vida conjugal não é das melhores. Há tempos vive um casamento de fachada, um teatro para servir de vitrine para seus amigos e familiares. Nestes 8 anos de BDSM teve várias relações D/s´s; montou um apartamento e nele fez seu dungeon. Suas saídas de casa eram sempre encobertas com apelos profissionais.


Sub Y

Sua última relação D/s havia terminado há 5 meses. Foi muito intensa e bonita e, desde o rompimento de sua coleira preferiu ficar apenas observando, sem se envolver com ninguém, até que se sentisse pronta novamente à uma nova entrega. Há 1 semana conheceu um Dominador através de uma rede de relacionamentos na internet, e desde então, longas e gostosas conversas eram realizadas pelo msn. Y estava muito entusiasmada com esse Dominador. Ele tinha um perfil muito sério no orkut, bem relacionado, com poucas, mas seletivas amizades. Em momento algum ele lhe pediu para abrir a cam e Y apenas se mostrava em pedaços de seu corpo, através de fotos de seu acervo pessoal.


DOM Z

Respeitado no meio BDSM, sádico, exigente e litúrgico. Porém sua última relação não lhe trazia boas recordações. A sub que lhe serviu era uma linda mulher, 23 anos, solteira, dona de belas curvas, extremamente obediente, servil e putinha. Tão putinha que escolheu ter um caso com seu chefe e ganhar uma promoção que lhe proporcionou uma transferência para outro estado. Quando Z soube disso, não teve nem tempo de cortar-lhe as carnes com sua cane, a putinha já estava longe. Mas Z tinha bons relacionamentos e não iria demorar até conhecer outra submissa, o que acabou acontecendo na última semana. Estava encantado com uma sub, e diariamente conversava com ela pelo msn.


Sub Y

As conversas com o Dominador lhe agradavam cada vez mais. Na grande maioria delas o BDSM nem era mais o assunto principal. Falavam de muitas coisas, desde viagens que gostariam de fazer até moda. Contaram um ao outro toda a história vivida no BDSM, seus anseios, desejos, vontades, sonhos. Y lia aquele dominador com respeito, carinho e muita admiração. Via nele o homem que sempre desejou ter em sua casa. O homem que lhe trataria como puta, como cadela e como mulher.


DOM Z

As conversas no msn com a submissa estavam fazendo-o repensar sua forma de agir no BDSM. Sempre foi autoritário nestas conversas, mas dessa vez estava mais calmo e gostando de como a relação estava sendo construída. Ele pensou várias vezes em pedir para a sub abrir a cam, ou mesmo lhe enviar uma foto. Porém, a habilidade nas palavras por ela escritas, bem como a delicadeza de se expor em partes de forma sensual, o fez mudar de idéia. Z entrou no jogo e começou a moldar em sua mente aquela submissa que o estava encantando. A imaginava como mulher ideal para criar seus filhos, cuidar de sua casa, servi-lo. Uma dama e uma cadela putinha na mesma pessoa.


Sub Y

Totalmente encantada com a educação, o respeito e a admiração que o Dominador demonstrava, Y já aguardava ansiosamente o momento em que ele a convidaria para um café, fato que acabou acontecendo e deixando-a muito feliz. Nesse exato momento, passou pela cabeça de Y pedir ao dominador uma foto, de forma que ela pudesse reconhecê-lo no momento do encontro. Porém, achou melhor não fazê-lo, pois o homem que estava na parte de dentro daquela casca é que havia conquistado seu coração.


DOM Z

Aquela submissa doce e calma, de palavras bem escritas, que demonstrava um equilíbrio que ele nunca tinha visto, de pequenas partes do corpo com belas formas (a coxa, a metade de um seio, o umbigo, etc.), despertou em Z um enorme desejo de posse, de uso, de condução. Ele precisava conhecê-la e unir todos os pedaços e todas as letras, materializando-os numa linda mulher que o faria encerrar sua busca dentro do BDSM. Assim Z convidou-a para um café, e em momento algum, lhe pediu uma foto. Ele gostou do jogo e agora queria jogá-lo até o final.


Sub Y

- Pedro! Seu safado filho da puta! Você é um ordinário...

DOM Z

- Maria! Sua puta vagabunda! Você é uma meretriz...


11 comentários:

fatti___ disse...

kkkkkkkkk essa eu gostei Lord....achavam que estavam fazendo tudo certinho hu uhhhhh bem feito!rsrs

adorei sua histórinha Lord!

será que depois que se descobriram a relação melhorou entre ambos? fica a perguntinha,descreva mais sobre...

adoro tb sua visitas e comentários volte sempre.

bju carinhoso da fatti.

Lord Bondage disse...

Rsssss

Pois é fatti, o objetivo de não dar um final é esse; que cada um imagine o que pode ter acontecido.

Beijos muito carinhosos

Volte sempre

fatti___ disse...

ja voltei rs louca pra saber e ler os comentários dos outros tb.

...gostaria de ser uma borboleta e ficar a sobrevoar só pra ver...bom mas acho que eles devem ter se entendido,porque era a pimentinha que faltava no relacionamento dos dois.

mil bjus meu querido amigo.


fatti.

Nynna disse...

Caro Sr LB,
rolei de rir...muitooo bommm...o final é perfeito...fiquei imaginando a possibilidade real de algo assim, "coincidências" malucas acontecem todos os dias, vai saber :O Sugestão de leitora assídua? Mais contos como esse serão hiper bem vindos...rsrs..bjs carinhosos

melissa disse...

Aff...primeiro um sorriso amarelo.
Depois um sorriso largo.
E, evidentemente, muita reflexão.
Que perigo! Sou casada,rs...

Adorei este post!

Saudações repeitosas.

Juliet do S.S disse...

acho que nunca comentei aqui, mas esse não dava pra deixar passar!

adorei o conto, acho que serve tanto pra rir quanto pra refletir...

rir desse tipo de coincidência absurda que acontece o tempo todo na nossa vida... e refletir em como as respostas dos nossos problemas e vontades podem estar tão perto de nós, mesmo quando não nos damos conta!

ótimo post ;)

{b.ëñðîåbråðå} disse...

Senhor L.B.

Meu calcanhar de Aquiles: humor!!!
Nesses tempos de troca de farpas, inverno e temas meio pesados, nada como um humor inteligente para relaxar. Adorei o texto, mas acho que ele pode perfeitamente ser transferido para o universo baunilha também, ou não???kkkkkkkk.. E o lado trágico desse cômico texto é que isso acontece mesmo..ai ai ..kkkkk..
Meus respeitos Senhor

Lord Bondage disse...

fatti_, nynna, taila, melissa, juliete e endiabrada, obrigado pelos comentários.
Realmente, é uma situação inusitada porém possível de acontecer (com alguns outros ajustes). Mas acho que o mais importante nessa história é a reflexão de que conhecemos muito pouco daqueles que estão conosco.
Beijos

Navegantes do Prazer disse...

Pensando aqui...

Saudações em SM,

Loira Sensual - Sensualidade a flor da pele.... disse...

Meu escritor preferido....

Sabe o q eu mais amo qdo escreve? Nada é óbvio... tudo é surpreendente...

Como esse final! Perfeito!

Sempre digo: pq os casais n revelam as suas fantasias? os seus desejos?
Tudo seria tão fácil, né???

No final, eles eram perfeitos um para o outro.. pena que n enxergaram antes...

Beijos meus....

Lady Baginski disse...

história bem montada, apesar de eu ter demorado pra encontrar o nexo xD

gostei do modo como tu escreves.