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quarta-feira, 31 de março de 2010

BDSM e autoestima.


Como anda a sua autoestima? Psicologicamente você demonstra confiança no seu modo de ser e de agir, estando dessa forma plenamente satisfeito consigo mesmo?

Uma relação D/s é proativa por natureza. As condições que a constroem são capazes de dar-lhe uma vida própria absolutamente cheia de extremos, e vivenciar sentimentos e desejos nestas condições requer muito equilíbrio emocional e autoestima elevada. Para uma submissa é como andar numa corda bamba em meio a uma tempestade; o DOM é a tempestade!

Independentemente da parte do chicote que se encontram as partes (top ou down), uma autoestima elevada e muito amor-próprio são condições sine que non para:

• Que o DOM tenha plena consciência da intensidade que deve colocar na tempestade. A corda deve balançar, gradativamente mais e mais, porém, sem nunca promover mais força do que a submissa é capaz de absorver; e
• Que a submissa consiga vivenciar os extremos, absorvendo cada um deles como forma de crescimento, tornando-se cada vez mais fortalecida e equilibrada para continuar caminhando sem cair.

Um DOM sem autoestima elevada e amor-próprio poderá misturar insatisfações da vida pessoal em sua relação D/s, descontando na submissa suas frustrações, ou, pior ainda, perdendo o controle da relação, já que nestas condições não consegue nem controlar sua própria vida pessoal.

No caso das submissas, a falta de autoestima e amor-próprio é fator de impedimento para o vivenciar prazeroso da submissão. A cadela é pelas mãos do Dono subjulgada, humilhada, usada, amarrada, etc., porém ao contrário do que pensam os hipócritas, as verdadeiras cadelas tem uma elevadíssima autoestima e sabem que, por exemplo, quando estão sendo humilhadas pelos seus DONOS, por eles também estão sendo amadas dentro do contexto D/s.

Não se desconta no BDSM as frustrações pessoais;
Não se usa o BDSM como fuga de relações mal resolvidas;
Não se pratica o BDSM para provar uma masculinidade ou feminilidade.

Viver o BDSM é para quem se ama, se gosta e se respeita, pois somente assim poderá externar estes mesmos sentimentos ao seu parceiro(a).

terça-feira, 30 de março de 2010

Pensamentos...


"Para se extrair o gozo de uma cadela através da dor, esta última deve estar dentro de um contexto psicológico criado pelo DOM, caso contrário não passará de falácia. É simples: peça para sua submissa dar uma martelada no dedo e depois pergunte se ela gozou"


Pensamentos...


"BDSM não é fetiche nem parafilia: é opção de vida"


Pensamentos...


"Se você está no BDSM apenas com o objetivo de mostrar aos outros que tem uma submissa na guia ou uma coleira no pescoço, o que você faz é teatro, e sua personagem é um reles coadjuvante de 5ª categoria"


segunda-feira, 8 de março de 2010

Às mulheres do BDSM!

Não sou adepto a comemorações de determinadas datas: Dia do Índio, da Consciência Negra, da Mulher, do Amigo, entre outras, pois como seres humanos e por um sentimento de humanidade, todos os dias são nossos, independentemente de raça, cor, credo, classe social ou gênero. Porém vejo estas mesmas datas como aspectos importantes na formação das pessoas: são meios unilaterais para a conscientização comportamental e de valoração das classes sociais.

Faço uso do dia de hoje, 08/03 – Dia Internacional da Mulher – para homenagear as Mulheres que praticam o BDSM sejam submissas ou Domme´s.

O símbolo de Vênus, também referido para o gênero feminino, remete à deusa Vênus, Senhora do Amor e da Beleza na mitologia romana, equivalente à Afrodite na mitologia grega. É uma representação simbólica do espelho na mão da deusa Vênus ou um símbolo abstrato para esta deusa: um círculo com uma pequena cruz eqüilateral embaixo. O símbolo também representa a feminilidade e na antiga alquimia representava o Cobre. Os alquimistas compunham o símbolo com um círculo, representativo do espírito sobre uma cruz eqüilateral, que representa a matéria. (fonte: wikipédia)

Parabéns à todas as mulheres do BDSM!



SOU MULHER!

Gentil, fiel e pecadora
Na humildade tenho a grandeza
O brilho do sol tenho nos olhos
Nos sonhos tenho o romance das estrelas.
No corpo tenho o pecado e a atração

De bondade um olhar infinito
Se durmo sozinha na solidão
No meu coração está o mor mais bonito.

Sou mulher!
Posso ser amante e companheira
Esposa leal, mãe extremosa
Posso ser o anjo benfazejo
Que lhe atende e lhe ama a toda hora.


Posso ser o pecado em uma vida
A desgraça de um homem sem história
Posso estender a mão ao maldito
Posso levantar quem não tem honra.

Sou mulher!

Sou anjo em uma vida, diabo em outra
Sou estrela que guia a toda hora
Sou aquela que tira a melancolia
Sou a pessoa que muda a sua história

Sou Mulher!

(Rita Maria Medeiros de Almeida - http://sitedepoesias.com.br/poesias/26936)

sexta-feira, 5 de março de 2010

Risos...

Elementos

Postura

Vontade

Espera

Confiança

Prazer

Cumplicidade

Segurança

A teoria e a prática da submissão!


Lendo, conhecendo e conversando com pessoas ao longo da minha trajetória dentro do BDSM, sempre percebi que a submissão é vista e praticada de formas bem diferentes.

O que exponho aqui são alguns estratos de reflexões pessoais, construídos com minha vivência e com opiniões de outros praticantes, discordantes ou concordantes à minha ideologia sobre o assunto.

Definir a submissão (comportamentos e atitudes) não é tarefa simples pela multiplicidade de formas e pelo subjetivismo que o assunto permite. Desse modo, é muito mais sensato e lógico tentar separar a forma da essência, sem nunca antes esquecer que a essência DEVE(ria) sempre predominar sobre a forma.

Qual é a essência da submissão?

Minha resposta é: abdicar te desejos e vontades pessoais para realizar os desejos e as vontades do seu Dominante, entregando-se de corpo e alma na relação. Óbvio dizer, porém nunca tarde para lembrar, sempre dentro do SSC, com respeito, admiração, afinidades, etc., etc., etc.

Parece simples, mas existem componentes complexos a serem observados. O primeiro deles é desmistificar que a submissão é um eterno “mar de rosas”. Algumas mulheres que adentram no BDSM o fazem após lerem contos românticos, verem fotos sexy´s, etc., imaginando que poderiam estar no lugar daquelas personagens. Sonham com amores eternos e DOM´S montados em cavalos brancos salvando-as de suas angústias cinzentas num simples estalar de dedos (como um passe de mágica).

Antes de tudo é preciso saber que a submissão também é companheira da dor; a dor da espera; da repreensão; do castigo; da solidão; e principalmente a dor da mudança... E que essa mesma dor será o bálsamo que a libertará, estando ela presa ao seu Dominante; assim, a submissa também é uma masoquista, mas não apenas, e necessariamente pela dor física.

Não estou escrevendo para desencorajar ninguém, apenas para alertar as iniciantes, bem como as que já estão no meio, mas que ainda não sabem se são ou não submissas.

Conceituada a essência (ou pelo menos uma tentativa, não sei se com a concordância de todos os leitores, mesmo porque é nas diferenças que crescemos), cabe agora tentar descrever a forma, e a pergunta para isso é: De que forma e em quais momentos uma submissa está disposta a abrir mão dos seus controles, transferindo-os para seu Dominante?

Apenas em sessões? Dentro de todo meio BDSM? Por completo – vida pessoal, social, etc.? Vejam que perguntei de que forma e em quais momentos, e não em que proporção, pois está se refere à essência!

Esta resposta, após uma longa reflexão é extremamente fundamental, pois delineará a facilidade ou a dificuldade da submissa no seu período de transição, i.é., do momento em que decidir por livre e espontânea vontade entregar-se ao seu Dono e por Ele ser moldada, modificada e reconstruída para, e tão somente para, a Ele se submeter, obedecer, fazer, realizar e agradar.

Não existe coação... À submissa é dado todo o direito de dizer sim ou não para sua entrega, bem como, o direito inalienável de terminar a mesma relação que iniciou por vontade própria, porém, enquanto estiver portando a coleira de seu Condutor, dentro do formato acordado tacitamente, é ao seu Dono que a submissa deve respeitar e obedecer, e assim o faz por necessidade e prazer. O mesmo prazer que o DOM tem em conduzir e ordenar tem a submissa em ouvir e realizar. Este prazer tem morada dentro da alma da submissa, dos atos, pensamentos e desejos, ou seja, não é só na cama que o prazer acontece!

Isto posto, o contexto que envolve os prazeres da Dominação e submissão são por vezes separados por linhas muito tênues e imperceptíveis, que acabam destruindo castelos (de areia), provocando assim desilusões.

De outro lado, é mais que sabedor que uma relação D/s pura, intensa e plena, seja lá em qual formato for, é extremamente prazerosa. É vida; é liberdade de ser o que se quer ser, rompendo paradigmas hipócritas e permitindo à submissa gozar, tanto pela dor da transformação, como pelo prazer da dor.