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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Tua sub merece! Cuide dela...

Desligue o som do Nirvana lá embaixo, clique na foto e veja o vídeo.


A bunda


“A bunda, que engraçada.

Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai

pela frente do corpo. A bunda basta-se. (...)”


Carlos Drummond de Andrade

Este poema foi publicado postumamente, no livro Amor Natural (1994).


Origâmi de Cordas


Brilhas pelas formas que te dou
Origâmi de cordas
Nós e amarras que te transformam
Divina e
Antológica
Grilhões de algodão, juta e cânhamo
Especialmente para mim.


sábado, 28 de agosto de 2010

Pensamentos...


"Conhecer sua submissa a ponto de saber extrair-lhe e controlar seu gozo, é uma das mais eficazes formas de dominação."


Pensamentos...


"Não se domina a alma, esta é LIVRE e imortal. Domina-se o corpo, a mente e os sentimentos."


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

You Don´t Know What Love Is


Achei esse vídeo no YouTube. Simplesmente sensacional!

Desligue o som do Nirvana lá embaixo e curta essa beleza.



quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Cordas...

Que amarram, prendem, imobilizam...


Que libertam, dão asas...



Que modelam, modificam, dão formas...




Que provocam prazer, conforto, estabilidade...


E que fazem renascer outro ser.




sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Quem é vivo sempre aparece (rsss).



Adoro ler (faço isso de forma compulsiva) e escrever. Mas infelizmente minha vida profissional está me tomando mais tempo que o planejado, não me permitindo estar aqui neste espaço com a devida frequência e prazer que isso me proporciona.
Aos amigos blogueiros que acompanham este espaço, minhas devidas desculpas pelo abandono.
Um grande abraço à todos(as).
Saudações bdsemistas!


PS: a 2ª parte do conto de Lúcia - E Ele me fez para ser Dele - já vem por ai... rsss.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Vamos conjugar o verbo "cativar" no BDSM?


A Raposa

Foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia – disse a raposa.
- Bom dia – respondeu o principezinho com delicadeza. Mas ao voltar-se não viu ninguém.
- Estou aqui – disse a voz - debaixo da macieira…
- Quem és tu? – disse o principezinho – És bem bonita…
- Sou uma raposa – disse a raposa.
- Anda brincar comigo – propôs-lhe o principezinho. – Estou tão triste…
- Não posso brincar contigo – disse a raposa. – Ainda ninguém me cativou.
- Ah! perdão – disse o principezinho.
Mas, depois de ter reflectido, acrescentou: – Que significa “cativar”?
- Tu não deves ser daqui – disse a raposa. – Que procuras?
- Procuro os homens – disse o principezinho. – Que significa “cativar”?
- Os homens – disse a raposa – têm espingardas e caçam. E uma maçada! Também criam galinhas. É o único interesse que lhes acho. Andas à procura de galinhas?
- Não – disse o principezinho. – Ando à procura de amigos. Que significa “cativar”?
- É uma coisa de que toda a gente se esqueceu – disse a raposa. – Significa "criar laços…"
- Criar laços? -
Isso mesmo – disse a raposa. – Para mim, não passas, por enquanto, de um rapazinho em tudo igual a cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu não precisas de mim. Para ti. não passo de uma raposa igual a cem mil raposas. Mas, se me cativares, precisaremos um do outro. Serás para mim único no mundo. Serei única no mundo para ti…
- Começo a compreender – disse o principezinho. – Existe uma flor.., creio que ela me cativou.
- É possível – disse a raposa. – Vê-se de tudo à superfície da Terra…


(Antoine de Saint-Exupéry - O Principezinho)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

E Ele me fez para ser Dele - Parte 1


Lucia é uma linda mulher. Dona de curvas delicadas; pele morena; seios magnificamente moldados com bicos rijos; lábios carnudos; grandes olhos negros; dentes perfeitos; pés e mãos sempre bem cuidados... Enfim Lucia é aquele tipo de mulher “quebra-pescoço”.

Casou-se com o primeiro e único homem de sua vida, Marcos, um putanheiro de marca maior. Aquele tipo de homem que não pode ver um rabo de saia. Falado por todos menos por Lucia; para ela seu cônjuge é o homem perfeito.
A visão do casal para os amigos e familiares é a melhor possível. Foram feitos um para o outro. Um putanheiro e uma linda e ingênua mulher que se amam muito.
A vida sexual do casal só é compartilhada pelos lençóis... Se estes falassem...

Lucia, 32 anos, não sabe ainda o que é um orgasmo! Marcos a trata como um bibelô, e ele precisa, é uma necessidade: ter em casa a bela mulher e fora as putas que saciam sua libido faminta!


Certo dia Lucia foi fazer compras num shopping. Fazia muito calor e ela usou um vestido branco que quando refletia a luz do sol o tornava um pouco transparente. O comprimento ia um pouco acima dos joelhos deixando à mostra suas lindas e torneadas pernas; sandálias de salto alto, uma maquiagem discreta, e seus longos cabelos soltos bailando ao sabor do vento. Era impossível não notar aquela mulher... Foi notada, e muito.

Quando ia abrir a porta de seu carro no estacionamento para ir embora, sentiu em seu ombro uma mão firme lhe tocando e uma voz rouca a falar-lhe grudada no pescoço:

- Senhorita, deixou cair esse papel no chão.


Quando Lucia virou-se se deparou com um homem alto, bem vestido, olhar marcante e forte... Por alguns segundos Lucia ficou paralisada. Apanhou o papel, colocou-o dentro de sua bolsa, entrou rapidamente no carro e foi embora. Chegando em casa o leu:

- Quero te fazer minha puta vadia! Liga-me 9999-9999. Senhor VanKlauss, teu futuro DONO!

Após ler aquilo por diversas vezes e sem entender o significado do que estava escrito ao final, sempre que relia, o rosto daquele homem formava-se à sua frente.
Quando ela resolveu ignorar o fato, indo em direção à cozinha jogar aquilo no lixo, seu marido chega do trabalho. Ela assustada amassa o papel e o coloca de volta na bolsa.

Alguns dias se passaram quando Lucia sai de casa para uma ida de rotina ao dermatologista. Ela se arruma e pega a mesma bolsa. Dentro do carro, procurando um batom para retocar os lábios carnudos, sente aquele papel dentro da bolsa... Ela o pega vagarosamente, e a imagem daquele homem novamente lhe vem à mente. Desamassa-o com cuidado e nele fixa seus olhos, hipnotizada. Pega o celular... Respira fundo... De repente escuta uma forte buzina; o semáforo abriu!


Aquilo estava ficando insuportável para Lucia. Ela não entendia o significado da palavra DONO, porém a frase “quero te fazer minha puta vadia” mexia com ela de forma até então nunca sentida.

Assim que saiu do médico Lucia retornou àquele shopping. Andava olhando e procurando ao mesmo tempo em que não queria encontrar nada. Entrou numa loja de lingeries e comprou um lindo conjunto vermelho, extremamente sexy e ousado para seus padrões. Dali mesmo ligou para sua manicura e foi fazer as unhas... vermelhas.


A noite esperou por Marcos sob lençóis de seda. Preparou-se num demorado banho. Massageou e hidratou seu delicioso corpo com um creme de perfume delicado. Assim que Marcos deitou-se ao seu lado ela o envolveu em seus braços e falou:

- Tenho um pedido a lhe fazer meu bem.

E olhando fixamente para os olhos de Marcos, lhe disse, num tom de voz macio onde se misturavam, doçura, sexualidade e desejos.

- Me faça sua PUTA VADIA meu amor!


Marcos arregalou os olhos, puxou o lençol que cobria as belas curvas de sua mulher, olhou-a dos pés a cabeça, começou a xingá-la, a humilhá-la, bateu em sua cara, pegou seu travesseiro e saindo do quarto disse:

- Minha mulher não é uma PUTA VADIA! Não foi com essa mulher que me casei. Componha-se Lucia, hoje vou dormir na sala, amanhã teremos uma longa e séria conversa.

Lucia ficou estática, paralisada, sem qualquer reação. Chorou compulsivamente, se considerando a pior das mulheres, se punindo por ter agido daquela forma. Seu rosto ardia e quando levou sua mão à face batida, sentiu um latejar diferente em suas carnes, que se encharcaram instantaneamente.


- O que está acontecendo? Estou louca? O que é isso?


Nomes, lugares e situações fictícias. Qualquer semelhança com casos reais é mera coincidência!