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sexta-feira, 22 de abril de 2011

BDSM legítimo!

O BDSM é moda ou é uma forma que as pessoas estão encontrando para manifestarem desejos sexuais e fetiches reprimidos e sadios, porém vistos como sexualidades patológicas?

Confesso já ter dito e escrito que o BDSM virou modismo. Hoje acredito que estava enganado. O blog me deu a oportunidade de conhecer e conversar com muitas pessoas além das fronteiras do movimento, e a grande maioria sempre externou o desejo de vivenciar algum fetiche que está dentro do acrônimo BDSM, logo, classificá-lo como modismo seria discriminá-las de algo onde podem encontrar uma forma de darem vazão e, conseqüentemente, equilibrarem desejos, alguns classificados como perversidades.

Moda tem ciclo de vida e é passageira, ao contrário do BDSM. Os fetiches sempre existiram e continuarão a existir, com a diferença de que, se praticados de forma sã, segura e consensual, a tendência é que, gradativamente, descaracterizar-se-ão das parafilias podendo tornar-se legítimos, se apresentarem a valorização da busca do prazer, da auto-estima e da diversão, como aconteceu, por exemplo, com os homossexuais, que se organizaram e reivindicaram a partir de movimentos políticos, a valorização do exercício pleno da sua sexualidade.

Igualmente deve acontecer – e até já está acontecendo, mesmo que de forma tímida, com o BDSM, particularmente no Brasil. A reivindicação dos comportamentos sexuais identificados como desvios (perversões) passam, a partir da constituição de formas organizadas, a serem considerados como fenômenos de natureza política, ou seja, como um estilo de vida.

Subtrair os fetiches que se encontram no acrônimo BDSM da marginalidade, pornografia e formas desviantes, incluindo-os em comportamentos sexuais politicamente corretos, que assegurem, sem discriminação, a liberdade desta expressão sexual, também requer que o BDSM, por meio de seus movimentos organizados, possua uma proposta única, consistente e sexualmente pedagógica para que inicie um processo de negociação com a sociedade, particularmente com a instituição psiquiátrica.


Lord Bondage

4 comentários:

LOIRINHA KSADA... disse...

Parabéns pelo post Lord, esperemos que possamos ver ainda as mudanças...Eu particularmente acredito que talvez minha neta (caso venha a ter uma..rs )possa ter 2 namorados ou maridos,e poder andar livremente sem o peso do preconceito, e tbm possa estar no cabelereiro e ouvir : " Meninaaa pelas marcas dos pulsos a noite foi de arrasar!" ....(ELA) _"Ah ontem meu Dom me amarrou de jeitoo "... rs Esperemos... rs Bjinhos..

Lord Bondage disse...

Quem sabe não é Loirinha?

Seria realmente muito bom isso.

Beijos

Lou Albergaria disse...

Lord,

Tenho uma pergunta pro Senhor de uma pessoa super leiga no assunto BDSM que sou eu: um Dom ficaria com uma Sub que não gosta de sentir dor, mas aprecia os fetiches do mundo BDSM?
Em outras palavras: a DOR é fundamental nos rituais D/S? É possível encontrar um meio termo em que se equilibrem desejo, tesão,fetiche e fantasia sexual sem dores exageradas e hematomas explícitos?

Um Dom se excita apenas roçando o corpo de sua Sub com toda delicadeza, embora nunca abandone a atitude firme de Dono?

As cordas de um Dom podem ficar frouxas?...ainda que os olhos de sua Sub estejam vendados?


Parabéns pelo post, Master!

Confesso que o ritual D/S me atrai, mas as dores, não.

Beijo, meu LINDO!

Lu

Lord Bondage disse...

Lou... adorei todas as perguntas. Vou respondê-las num post ok? Beijos meus.